Uma máxima brasileira … –

a culpa!


A CULPA

A culpa é do pólen dos pinheiros
Dos juízes, padres e mineiros
Dos turistas que vagueiam nas ruas
Das ‘strippers’ que nunca se põem nuas
Da encefalopatia espongiforme bovina
Do Júlio de Matos, do João e da Catarina
A culpa é dos frangos que têm HN1
E dos pobres que já não têm nenhum
A culpa é das prostitutas que não pagam impostos
Que deviam ser pagos também pelos mortos
A culpa é dos reformados e desempregados
Cambada de malandros feios, excomungados,
A culpa é dos que têm uma vida sã
E da ociosa Eva que comeu a maçã.
A culpa é do Eusébio, que já não joga a bola,
E daqueles que não batem bem da tola.
A culpa é dos putos da casa Pia
Que mentem de noite e de dia.
A culpa é dos traidores que emigram
E dos patriotas que ficam e mendigam.
A culpa é do Partido Social Democrata
E de todos aqueles que usam gravata.
A culpa é do BE, do CDS, do PS e do PCP
E dos que não querem o TGV
A culpa até pode ser do urso que hiberna
Mas não será nunca de quem governa.

Se estiver à procura de Justiça na vida…


“Se você estiver procurando algo na vida que seja justo, lembre-se do
soutien: oprime os grandes, protege os pequenos e levanta os caídos.”

Esselentíssimo Juiz

Ao transitar pelos corredores do Tribunal, o advogado (e professor) foi chamado por um dos juízes: – Olhe só que erro ortográfico grosseiro temos nesta petição. Estampado logo na primeira linha da petição lia-se: “Esselentíssimo Juiz”. Gargalhando, o magistrado lhe perguntou : – Por acaso esse advogado foi seu aluno na Faculdade? – Foi sim – reconheceu o mestre. Mas onde está o erro ortográfico a que o senhor se refere? O juiz pareceu surpreso: – Ora, meu caro, acaso não sabe como se escreve a palavra excelentíssimo? Então explicou o catedrático: – Acho que a expressão pode significar duas coisas diferentes. Se o colega desejava referir a excelência dos seus serviços, o erro ortográfico efectivamente é grosseiro. No entanto, se fazia alusão à morosidade da prestação jurisdicional, o equívoco reside apenas na junção inapropriada de duas palavras. O certo então seria dizer: “Esse lentíssimo juiz”. Depois disso, aquele magistrado nunca mais aceitou o tratamento de “Excelentíssimo Juiz”, sem antes perguntar:

– Devo receber a expressão como extremo de excelência ou como superlativo de lento?